Tese de doutorado · UNESP · 2026
Lex Plataformae
Atlas do regime jurídico do Objeto Imaterial de Consumo. A partir da tese de Victor L. P. Andrade.
“Nomear não é poetizar. Nomear é deslocar o poder de um regime de autoevidência para um regime de contestabilidade.”p. 792
Objeto Imaterial de Consumo (OIC)
gêmeos Feixe de fruição governada
“O que se afirma é que, sempre que a utilidade consumida se apresente como posição de fruição sustentada por governança privada contínua, haverá produto imaterial em sentido juridicamente relevante para a incidência do art. 3º, § 1º, do CDC.”p. 718
“Sem a correta qualificação do objeto como fruição imaterial governada, os parâmetros subsequentes tendem a perder aderência, porque auditabilidade, equivalência funcional, teleologia abusiva e remédios de recomposição pressupõem justamente a existência de um vínculo em que a utilidade consumida depende de administração continuada do ambiente.”p. 719
- Antecipação hipercuratorialLê a expectativa governada p. 800.
- Auditabilidade abertaControla a alteração p. 800.
- Equivalência de valor funcionalControla a alteração p. 800.
- Ilícito de arquiteturaNomeia a forma do ilícito.
- Lex PlataformaeNomeia a ordenação privada sob a qual o OIC é fornecido, como diz o próprio título da tese.
- Teleologia abusivaIdentifica o ilícito p. 800.
- Vulnerabilidade semióticaLocaliza a assimetria p. 800.
Três leituras da tese
A tese também percorre os conceitos em três ordens. São leituras do texto, não hierarquia entre os conceitos. Elas vão compor o Roteiro.
- Objeto Imaterial de Consumo (OIC)gêmeosFeixe de fruição governadaqualifica o produto imaterial
- Vulnerabilidade semióticalocaliza a assimetria relevante
- Antecipação hipercuratoriallê a expectativa governada
- Teleologia abusivaparIlícito de arquiteturaidentifica o ilícito
- Auditabilidade abertacontrola as alterações
- Equivalência de valor funcionalcontrola as alterações
- fora do Atlas · passo do Roteiro · 7.1.1.9Função social da propriedade intelectualcontém a exclusividade
- fora do Atlas · passo do Roteiro · 7.1.1.10Recomposição funcional e correção de regimereorganiza os remédios
Fora desta leitura
As nove epígrafes
A tese abre cada etapa com uma canção. São nove, como as nove Musas. Juntas, fazem o mesmo percurso do argumento, do medo à fermata. Seção 2.6 da tesep. 73-78
- Lily Allen, The Fear (2009)abre Abertura
- Lorde, The Love Club (2012)abre 1 Introdução
- Danni Carlos, Coisas Que Eu Sei (2008)abre 2 Do desenho metodológico e do protocolo de observação
- Christina Aguilera, Birds of Prey (2010)abre 3 Tecnologia, plataformas e a ordem econômica tecno-midiática do consumo digital
- MARINA, Oh No! (2010)abre 4 Semiótica e governança de fruição no consumo imaterial contínuo
- K/DA, Villain (2020)abre 5 Do regime jurídico do Objeto Imaterial de Consumo (OIC) sob a Lex Plataformae
- Zélia Duncan, Diz Nos Meus Olhos (Inclemência) (2005)abre 6 Da tutela da vulnerabilidade semiótica do consumidor à luz da ordem constitucional e econômica do Brasil
- Marisa Monte, Infinito Particular (2006)abre 7 Da tipologia dos modelos de incidência do Objeto Imaterial de Consumo em diferentes categorias funcionais de plataforma
- Pitty, Temporal (2003)abre 8 Conclusão
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