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Antropologia do consumo

Mary Douglas

A abertura de capítulo que declara a função deste autor está em Fundamentos.

Na lista de referências

  • DOUGLAS, Mary; ISHERWOOD, Baron. The world of goods: towards an anthropology of consumption. New York: Routledge, 1996.

Onde a tese o cita

16 trechos, na ordem da tese.

Mary Douglas e Baron Isherwood

Os bens estabilizam hierarquias, fronteiras de pertencimento e a inteligibilidade do mundo social ao prestar serviços de marcação capazes de organizar calendários, estimar relações e sustentar reciprocidades (Douglas; Isherwood, 1996, p. xxii; p. 40-41).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

Bens operam como hardware e software de um sistema informacional no qual o significado emerge das relações entre coisas, e não de uma essência grudada em cada objeto (Douglas; Isherwood, 1996, p. 49).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

Douglas e Isherwood (1996, p. xxiv) descrevem bens como dispositivos de alinhamento e de fronteira.

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Mary Douglas e Baron Isherwood

Nesse quadro, a medida correta de pobreza não é posse, mas envolvimento social, porque a participação no circuito informacional do consumo determina acesso a suporte, previsibilidade e capacidade de agir (Douglas; Isherwood, 1996, p. xiv; p. xxii).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

É risco de silenciamento prático, redução de voz e de opções futuras, com impacto direto na própria racionalidade da escolha (Douglas; Isherwood, 1996, p. 63-65).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

Douglas e Isherwood (1996, p. 43) formulam isso ao tratar bens como adjuntos rituais e o consumo como processo ritual cuja função é produzir sentido no fluxo instável dos acontecimentos, contendo a deriva dos significados por convenções públicas visíveis.

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Mary Douglas e Baron Isherwood

O consumo torna julgamentos firmes e visíveis na classificação contínua de pessoas e eventos, o que permite compreender demanda como fenômeno social, relacional e ativo, e não como ato privado e atômico (Douglas; Isherwood, 1996, p. 45; p. viii-ix).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

Essa definição também conecta rito e vínculo de modo operacional ao tratar bens como prestadores de serviços de marcação em rituais de consumo, capazes de desenhar uma cartografia de integração social pelo fluxo padronizado de bens (Douglas; Isherwood, 1996, p. xxii).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

A ausência equivale a ficar fora do sistema informacional que permite ouvir e ser ouvido, com dano sobre a própria capacidade de escolha (Douglas; Isherwood, 1996, p. 63-65).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

Quando o consumo é a marca “normal” de amizade, o descompasso no ritmo do circuito produz enfraquecimento de acesso a informação e suporte, surpresa diante de crises e menor prontidão para conseguir lidar com a situação (Douglas; Isherwood, 1996, p. xxii).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

A inteligibilidade do mundo social depende de marcações visíveis e de categorias públicas fixadas por convenções, e o consumo é justamente o mecanismo que torna julgamentos firmes e visíveis ao classificar pessoas e eventos, exigindo pares “complacentes” para que categorias públicas sejam mantidas ou mudadas (Douglas; Isherwood, 1996, p. viii-ix; p. 43; p. 45).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

Forget that commodities are good for eating, clothing, and shelter; forget their usefulness and try instead the idea that commodities are good for thinking; treat them as a nonverbal medium for the human creative faculty” (Douglas; Isherwood, 1996, p. 40-41).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

“The goods are both the hardware and the software, so to speak, of an information system whose principal concern is to monitor its own performance. […] The counterargument proposed here is that all goods carry meaning, but none by itself. […] The meaning is in the relations between all the goods, just as music is in the relations marked out by the sounds and not in any one note” (Douglas; Isherwood, 1996, p. 49).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

And this takes money” (Douglas; Isherwood, 1996, p. 63-65).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

Rituals are conventions that set up visible public definitions. […] Goods, in this perspective, are ritual adjuncts; consumption is a ritual process whose primary function is to make sense of the inchoate flux of events” (Douglas; Isherwood, 1996, p. 43).

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Mary Douglas e Baron Isherwood

We have now defined it as a ritual activity” (Douglas; Isherwood, 1996, p. 45).

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